segunda-feira, 22 de abril de 2019

First.

Well. Let's start with this tough words.

I wish I could be the first. Actually I just wish I could be there with you. But that it's just sometimes, you know.

I wish I could be the first to lay down with you on your new bed or be the first to make breakfast and take care of you there. I just wish I could take care of you. To make sure you're feeling home and safe. To explore new places with you in this new old town. To create spots and memories with you. I wish I could be the first and only to do that. I wish you could love me back. I just wish to be wished. To create a home where there is only you and me. I wish I could be the first to take your hand and go for a walk and see the lights of this city reflected through your eyes. I wish I could be there sitting and smoking a cigarette while I wait you take a bath for us to go to a party that a colleague of your work invited us to go. I wish I could feel the nervous you felt in your stomach when you saw the plane going to your destination through the window. I wish I could be your anchor in that fucking moment just for you to be smiling and get the sure that was missing in your heart about leaving everything behind. It's hard not to be the chosen one. But it's something that makes you grow and get mature and stuff. I wish I could be there to tell you how proud I am of you cooking your own meal. It's so weird...
I wish I could be there to see you cry when you miss your family and give you a huge hug to calm you down. I wish I could be there for the cold days and take the blanket all for me in a rude way while sleeping. I wish I could meet you during lunch to talk about the day. Your day. I wish I could be your safe spot. But you've broken all the promises and I have loved you just the same. Like a fool. I wish I could wake up there with you...

But that it's just sometimes... You know

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Fire

Eu sempre tive medo do fogo. Desde pequena. Demorei muito pra conseguir acender um fogão porque tinha medo de me queimar com o fósforo, pra você ter noção. Não escondo de ninguém que meu elemento, o que rege minha vida, é o ar. A liberdade, a respiração, o vento em meu rosto sempre me trouxeram paz... Mas, embora eu tivesse medo do fogo, sempre cultivei certa admiração por ele, sabe? É impressionante como ele consegue dançar em nuances, em altos e baixos de várias cores... Sem controle algum, apenas abrasamento e chama. Indomável...
Eu o evitei durante a vida... Minhas interações com o fogo resultaram em queimaduras pequenas aqui e ali... E eu prezo muito pelo controle das coisas, caso contrário fico em desespero. Consegui ceder para a água e sua pressão. Consegui ceder um pouco para terra e sua firmeza. Mas o fogo e sua falta de controle... Me geravam medo por mais que eu já fosse uma jovem adulta.
Não faz muito tempo que me disseram para perder o medo deste. De seu calor e de seu completo caos e - não sei se é por causa das experiências que acabei tendo na vida - encontrei nele certo refúgio. Da admiração gerou-se carinho e prazer. Ver a chama arder em minha pele já não era nada a ser temido, não mais. Pude conversar com esse elemento de maneira que o compreendi e percebi muita coisa em comum porque afinal há sinergia entre ar e fogo. Fui consumida num incêndio e me permiti ter intimidade com mais um elemento na vida. Pude ser domada pelo indomável
Sabe, eu perdi o medo que tinha do fogo. Ver a chama, agora que conheço sua história, me traz certo prazer e paz. Poder experimentar um pouco da chama em meu corpo, nas minhas mãos... aceitar sua dinâmica. Graças ao fogo, eu consegui aceitar minhas cicatrizes e queimaduras de maneira melhor, eu consegui conversar com meus demônios escondidos nas chamas azuis do inferno. 
Eu perdi o medo ao me perder na ignificação.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Sick

Sabe, o mundo está doente, acho que na verdade sempre esteve, e só nós que demoramos para perceber.
Doente por questões políticas, religiosas, morais. Doente pela intolerância ou até mesmo a tirania. E nós somos a causa disso, cada um de nós no nosso âmago somos catalisadores dessa doença que deturba e destrói pouco a pouco nossa comunidade, nossa sociedade.
De palavras, gestos até mesmo atitudes, dia após dia podemos fazer coisas em escalas das mais variadas que corrompem o sistema, que derrubam aquilo que - notoriamente - está frágil. Não acredito que exista um Deus, e para mim a figura do Diabo se torna muito mais presente no rosto dos homens do que numa entidade maligna impronunciável, e acho também que o Inferno é individual e intransferível...É ago que você carrega dentro de si e não um lugar que pode ser seu destino final.
O homem como num todo magoa, fere, mata, destrói. Mas também pode reconstruir, perdoar, amar, lutar. Somos seres dotados de dons e virtudes inimagináveis e que juntos poderíamos alçar a grandeza de um novo amanhã.
Parece utópico em dias como o de hoje pensar nessas coisas tão boas, vide o que ocorre no Oriente Médio, até mesmo dentro do nosso país, dentro dos nossos estados - e não tão delimitado assim - dentro das nossas casas, mas é preciso pensar dessa forma. Eu morrerei sendo um eterno realista, mas o que o mundo me entrega como verdade não reduz meu desejo de lutar pelo amanhã, e no dia que ele conseguir fazer isso com cada alma viva e pensante que habita esse planeta, estamos fadados ao verdadeiro caos.
Vendo esse vídeo, analisando o cenário atual no qual vivemos - e usando de parâmetros mais próximos e palpáveis - vendo toda a intolerância que há entre as pessoas é claro que as coisas estão complicadas. O humano por natureza inerente do seu ser tem empatia com o ódio, a dor, a raiva são muito fáceis de se instaurarem dentro de nós, pois como já dizia a expressão ''Meu coração é uma tela em branco e eu tingirei nas cores que quiser''
Bom, em suma...De forma cômica eu olho pra porta aberta do meu armário agora e olho uma certa lycra vermelha e azul dobrada ali e me questiono onde estão esses heróis. Não os de capas de revista ou do cinema, mas aqueles que existiram ao longo da história e aparentemente faleceram sem seguidores.
A história do mundo é narrada através de feitos executados por esses heróis que trouxeram ao povo uma razão pela qual resistir, resta a nós sabermos quando que os heróis da nossa época vão mostrar suas faces ao mundo.

O mundo precisa deles.

Por: Peter

Replacement

Não acredito em juras de amor. Acredito que existem as pessoas efêmeras em essência e que não sabem distinguir seus sentimentos... Não sabem entender a responsabilidade para com outro ser. Não acredito em nada de novo. Na união, no matrimônio. Acredito na luta interna diária contra os demônios e em companhias que vem e vão... Porque nem nas companhias eu acredito mais. Palavras de promessas não me comovem porque são verdades do momento. Mas que depois se vão com vento...
Na verdade... talvez eu talvez até acredite... Mas por medo, repito essas coisas para mim.

Because none of it was ever worth the risk

Eu me imagino como uma pessoa que merece bastante no quesito relacionamento. Depois de tantas coisas que passei, sendo completa sozinha e entendendo todos os meus demônios, eu também compreendo que se um dia desejar dividir minha vida, seja em forma de amizade ou união amorosa, tem que ser algo suficientemente grande. Não que eu esteja procurando, na verdade, estou rejeitando visitas e vai continuar assim por um bom tempo... Pode ser que surja uma visita inesperada e eu involuntariamente convide para entrar ou que essa porta fique trancada e ninguém entre jamais. A verdade é que a casa tá bagunçada e, por mais que eu arrume, sempre vai ter a minha baguncinha, afinal é meu pequeno mundo. E não estou preparada pra mostrá-lo.
Eu sou feita de tantos segredos e trevas que talvez se assustem. Por isso, cansei de pensar que nem uma adolescente que pensou em algum momento da sua vida que não era suficiente. Eu sou, sabe? É egoísmo agora querer na verdade alguém que seja suficiente pra mim? Eu não estou procurando, mas não vou deixar que ninguém menos que isso entre. Alguém que decifre meus anagramas e que queira, que mostre que quer. Que esteja acostumado a andar em trevas sejam elas internas ou externas. Isso para amigos ou uniões... Eu não quero menos do que posso oferecer. Pois eu me aceito, de tantas maneiras, de falhas a acertos. De corpo e alma. Eu ando no escuro sem medo, eu só quero um sossego. Sabe? Desculpa pelo egoísmo, frieza e sumiços. A verdade é que eu só andei achando tudo meio vazio, sabe? E, em meio a luzes e sons abafados de alegria e excitação, consegui pensar sobre isso.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Break, Burn and End.

A minha felicidade vem através da minha paz. Eu estou em paz quando estou sendo um mesma, quando me vejo nua em alma. Quando eu não preciso filtrar o sarcasmo de minhas falas para ser compreendida. Minha felicidade vem quando eu consigo passar horas conversando e escutando algo interessante. Fico alegre com gentilezas por mais que sutis. Com carinhos sinceros. Minha felicidade vem ao comer algo que gosto muito ou de assistir um jogo nostálgico. Ou aprender a jogar algo novo, afinal ta ai algo que amo e não fazia há algum tempo. Minha alegria vem com o fato de conseguir fazer e falar o que quero na hora que bem entendo. A felicidade está em tomar uma cerveja de madrugada e esquecer o trabalho. A alegria dos pequenos momentos, sabe? Meu sorriso está em comer um yakisoba na lapa às 3h da manhã. Minha felicidade está sendo redescoberta aos poucos, está vindo de dentro de mim, está vindo com minha paz. Está vindo sem esperar muito e com pensamentos organizados e com sonhos realizados.
Minha alegria é viver esse prazer incompreendido que é viver. Alegria é poder gargalhar do que eu gosto e compartilhar um pouco da minha perturbada mente ou de pensar exatamente na mesma piada infame. 
A felicidade de ser você mesmo e se amar demais por isso é indescritível.

domingo, 31 de março de 2019

Eu dormi do outro lado.

Certo dia, sem esperar, inventei de dormir do outro lado da cama. Um lado diferente do que estou acostumada. Um lado que talvez pudesse me dar dor nas costas. Mas que surpreendentemente se mostrou muito confortável.
Eu decidi ver o dia com outro olhar e me esvair de coisas que só me puxavam pars o subsolo, decidi assumir quem sou e abraçar meus demônios um por um. Decidi ajeitar meus pensamentos durante uma noite de risadas e contos e dormi como a muito tempo não fazia. Dormi em paz. Em outro travesseiro.
Em meio a abraços reconfortantes e piadas infames, surgia uma harmonia maravilhosa. Eu dormi do outro lado da cama e não me deu dor nas costas. Dormi do lado que sempre gostei e não dormia fazia tempos. O lado da parede, longe da ponta da cama.. local este que já havia se tornado minha zona de conforto, a ponta.
Eu me senti bem e doei sorrisos pra alguém que nunca esperei que fosse recebê-los tão bem. E num amigo, encontrei momentos bons, tão bons merecedores de tal prosa. Talvez eu não estivesse tão bem e leve se não fosse tais momentos. Talvez eu estivesse, não sei. Mas foi bom compartilhar isso.
É gostoso e bruto como algo embasado em comida e estórias se fez tão presente tão rápido, mas me faz bem. E é isso que importa. Sabe por quê? Porque eu dormi do outro lado da cama sem me dar dor nas costas...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Secret

Não é estranho quando parece que tudo foi descrito para acontecer? Como se algo que você viveu fosse inevitável a ponto de você ter a sensação de estar andando por entrelinhas bem escritas e dessa estrada de letras você não pudesse fugir? Eu encontrei o segredo de novo em uma dessas façanhas da vida. E mesmo sem admitir, um sentia a falta do outro. E eu precisava dele... Na vida e no coração.
Foi como se eu tivesse sofrido um acidente acompanhada de alguém, mas este me deixou desacordada e estirada no chão e a primeira pessoa a passar foi meu segredo.
Não é exagero sinalizar que meu estado era catatônico. Entorpecido. Você chegou e eu nem notei, mas quando vi, apenas sorri e pedi um abraço. Que abraço. Só ali minha alma já se curou um pouco e você, sem eu falar nada, notou cada insegurança e tristeza em mim presente. Foi como se eu tivesse nua e você apenas fosse capaz de ver cada imperfeição. E quando desci as escadas e a nossa querida noite estava tocando na rádio da rua como se tivesse sido tudo cautelosamente alterado pra parecer algo de filme. Não... Com você sempre foi assim.
Graças a ti, lembrei quem eu já fui e quem eu queria ser. Você me ajudou a reconstruir cada pedacinho desse meu muro que havia desabado. Me lembrou que este já havia desabado tantas e tantas vezes por motivos tão maiores que um desencanto. Mostrou a mim que esteve sempre ali e sorriu de meus pálidos receios. Você a cada abraço recarregou cada célula minha pra viver novamente. O universo me entregou você de volta quando precisei e faz isso comigo e contigo... Sempre indo e vindo. Impressionante, não?
Eu não sei como agradecer, mas eu fosse um dia seria um desses obrigados infinitos. Olhe quantos anos fazem que o segredo que me despiu . Você entendeu todos meus problemas sem que eu dissesse uma palavra, me divertiu, me ajudou sem pestanejar, me abraçou e deu tapas quando necessário. E beijos carinhosos.
Esse segredo que parece ser o único externo não efêmero.
Nessa relação complicada nossa, fico feliz que um sempre será a base do outro. Independentemente de quanto tempo de passou, de quantas vezes houveram ciúmes e afastamentos...
Nós estamos aqui. Sempre. Eu e meu segredo. Obrigada por cuidar de mim e me deixar cuidar de ti.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Herdado

Eu nunca me entreguei de verdade. Tive meus encantos sem fundos vazios, sem ter muita esperança pro futuro porque a incerteza que me esperava me maravilhava mais do que qualquer pessoa que falasse que veio para ficar. Porque eu sabia que não existe tal pessoa. Talvez seja uma das heranças de ter pais separados: não acreditar de nenhuma maneira na união. No "para sempre". Ou talvez seja eu mesmo afastando todos por achar que nunca vou ter nível de cumplicidade tão grande quando com alguém que conheci há muito tempo. O bom é que sempre me mantive fechada. Não contei tudo sobre mim para esses meus encantos. 
Não foi assim com o desencanto. Eu falei pra mim mesmo que não teria problema. Fixei um futuro, refiz os planos e mudei muita coisa. Eu falei que poderia pular de cabeça e me entregar devido ao sentimento forte que me tomou de uma vez só. Sentimento que só era sentido por mim, mas eu não sabia. Por mais que tenha sido curto, nunca fui dessas que fala impulsivamente de sentimentos, pois penso muito antes de demonstrar qualquer coisa. O desencanto só falava o que pensava da boca pra fora... Até coisas que não sentia. E eu criando uma fortaleza onde um dos lados estava mal montado e em algum momento iria tombar. E tombou. Pois um muro construído de mentiras nunca é sólido o suficiente pra aguentar os desafios do dia a dia.

E eu me machuquei e meio a tantos destroços no desabamento...

Foi pior do que qualquer lesão que eu tive na vida. Foi pior do que qualquer doença que tive na vida. Eu tive todos meus sentimentos tirados de mim novamente. Aprendi da pior maneira que o jeito que fui a vida inteira era o jeito certo de viver e que aquela visão iludida que tive era errada, era feita pra perdedores. 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Young Lust

Parei para observar o céu no interior. Em meio ao silêncio de ruídos, apenas com a companhia de certas coisas. Um vício, um local pra anotar meus devaneios e o álbum de uma banda que define bem minha vida. Com um corpo cansado e um sorriso arrastado pude ficar em paz com meus pensamentos. Eu e o vento. Eu e a minha companhia. Enquanto respirava pude sentir cada energia fluindo em mim, as boas, as ruins... Me perdi em brechas de tempo e esqueci por um segundo de tudo. É complexo e sarcástico como a vida empurra certos tijolos para completar meu muro de vez em quando. Pude me lembrar como sempre fui completa comigo mesma embora eu tivesse esquecido desse sentimento. Pude entender novamente como eu gosto de cultivar essa vida cheia de pessoas, mas solitária, pois não quero que ninguém conheça as incertezas que tenho. Menos o segredo, mas este é o único que eu nem me esforço para esconder o que sinto, pois seria em vão. Compreendi como a liberdade e autonomia fazem parte de um estilo que criei pra mim. Que gosto e amo ser assim. Em cada detalhe. Certo dia um amigo até me lembrou disso dizendo que não tinha que ter vergonha de nada que sou pois sou um conjunto de experiências, de vitórias e derrotas durante a vida. Consegui me desligar de sentimentos mesquinhos e os tranquei bem longe de mim em uma caixa. Não os abro mais. Se durante tantos anos, meu bem, eu vivo longe de pessoas que são tudo pra mim (mesmo que eu não admita), por que de um encanto seria diferente? Pude ver com clareza que foi um encanto algumas situações. E que outras foram apenas ilusão. Não carrego ódio, me enchi de perdão. Esquecimento não. Meu muro está trancado pra ninguém entrar e meu mundinho abandonado está sendo reconstruído aos poucos. E este eu construo com um sorriso no rosto por mim e pra mim.
Olhando para o céu... Eu pude ver o quão longe eu ainda quero chegar embora eu tenha recaídas devido ao monstro que vive dentro de mim. E pude perceber que não posso esperar que alguém me traga flores, que eu tenho que cultivar meu jardim. Ninguém espera você se levantar. Ninguém. Afinal, o mais feliz e o mais orgulhoso tem que ser você. Eu mesma. Pensei tantas coisas e ao mesmo tempo em nada. Meu muro está trancado e eu não quero que ninguém entre. Nem hoje, nem tão cedo, na verdade jamais quero outra visita. Não por medo, não por trauma, mas porque eu respeito meu bem estar. Quero inspirar sorrisos, doar abraços e brilhar. Não quero visitas. Eu quero ficar perto de tudo que acho certo até mudar de opinião. Eu me senti completa na minha própria companhia. Sozinha. Solitária.
Pois cada felicidade... Que seja só. Cada sofrimento... Que seja só. Só eu vou compreender da mesma forma que ninguém iria entender.
O peso que carregava nas costas por gostar não me prende mais. Pois este virou tijolo. O primeiro e único nesse quesito, mas virou.
Tenho meu segredo, meus refúgios, minha escrita, meus vícios e minha própria companhia.

Meu muro está trancado, blindado e eu não quero visitas. Sou inteira.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Unavailable

Se fosse pelos cortejos de galhos secos e companheirismo rude, mas compreensível... se fosse por ser meu abrigo, seria você. Se fosse pelos prazeres do corpo, as loucuras carnais ou tentações, seria outro. Se fosse pela cumplicidade, pra ter alguém com quem contar e fazer exatamente as mesmas coisas, seria outro alguém. Seriam tantos entre idas e vindas da vida, carinhos e amigos. Seriam momentos, sorrisos e abraços. Se fosse pelas piadas... Se fosse pelos conselhos, pelas aventuras... seria quem? Nada é eterno posto que é chama, ardente e inconstante, mas com um fim. Não seria por nenhum motivo afinal. Não seria por um ou outro, seria apenas por versões em que o eu lírico escolheu acreditar... Seriam ilusões de carícias e promessas vazias. Seriam apegos desnecessários e mentiras que caminhavam suavemente em meandros. Seriam coisas incompreensíveis ao olho nu e sentidas apenas na alma. Seriam experiências em vão e sorrisos de calúnia. São memórias em brechas de tempo que fogem em tentativas frustradas de serem algo. Por que juramentos vazios? Se houvesse sentimento, meu bem, seria você. Se houvesse reciprocidade, não seria saudade. Se houvesse empatia, não seria chamada de excesso de simpatia. Dentre tantos outros, seria você. Por que este não seria? Pela falta do querer, a ausência do ser e a falta de vontade. Não são abraços de trocas, são abraços de pessoas que o tomam pra si e semeiam um círculo de bem estar baseado em sofrência de outro ser. Por que não poderia ser você? Olhe por tudo e por meios, por receios e palavras espinhosas. Não espalhava a verdade. Se fosse ser você, viria tênue e leve. Seriam suaves como lençóis de seda. Por um tempo, você queria que fosse você e me fez acreditar que seria. Me fez pensar que merecia amores no qual a nenhuma das outras você daria. Mas isso queimou e só ficaram as cinzas dos desejos. Você não queria que fosse você...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Por quê?

(post escrito final de maio de 2018)

Eu sempre soube que eu tinha uma tendência autodestrutiva quando tava tudo dando muito certo. E sempre temi isso. Eu não entendo como, sabe? Como que eu estava feliz, independente, com tudo dando certo no trabalho e na vida amorosa (sim, os contatinhos não me esquentavam de noite, mas isso não me deixava solitária). Eu estava bem. Em uma tremenda calmaria de eficiência e libertinagem. Com os meus problemas com a minha mãe e pai, é claro. Mas calma.
Eu te evitei por um tempo. Percebi que era uma pessoa boazinha e fofa, com potencial pra trazer um tornado pra minha calmaria. Eu ignorei, por que não se afastou? Ah eu deveria ser um prêmiozinho que valeria a pena. Pesquisei sua vida e fiquei pensando: o que responder para este ser? Pensei que deixar rolar seria a alternativa para não me apaixonar. Simplesmente te pegar... E lá fui eu. Calma. Com o meu joguinho de sempre de conquista. E consegui te pegar.
Aos poucos fui descobrindo mais de você e escrevi aquele post no blog de quando eu me encanto com alguém. Sim, eu disse encanto porque sobre amor, amor mesmo, só tiveram alguns textos e todos para a mesma pessoa. O seu beijo realmente é algo de se encantar... Seu corpo envolto do meu. Mas eu não podia me apaixonar. De jeito nenhum. Eu tive que esperar...
Logo de primeira, eu fui louca. E confiei em você. Na verdade acho que não pensei nisso no momento porque estava morrendo de nervoso de estar em um local diferente com você. Eu estava encantada e você é lindo. Quando você tocou em mim, enquanto me beijava, o nervosismo foi passando e eu confiei em você involuntariamente. Respirei e pensei " fuja, ele pode ser tão bom em atuar quanto você." e daí eu fiz besteira de parar de olhar para seu corpo enquanto você estava comigo... E olhei para seus olhos e você, ao invés de desviar ou de fazer cara de tarado... Sorriu. Sorriu como uma criança boba e inocente. E eu caí nisso. Eu vi sinceridade nos seus olhos mesmo que tão cedo.
Evitei meus sentimentos e te tratei como mais um joguinho enquanto estávamos longe. Na minha cabeça, aquilo era um jogo seu pra acabar com minhas defesas... Mas eu saia muito com você na época, nos víamos quase que todo dia. E você me falava da evolução dos seus sentimentos... De como você estava se sentindo. E soltou que estava apaixonadíssimo por mim e que queria me apresentar aos seus pais. Eu tremi. Nunca tive a intenção de te deixar imerso no meu mundo, mas naquele momento eu quis. E aí saímos e dormimos juntos, tomamos café e fomos agarrados até o trabalho. Eu achei especial. Eu nunca tinha tido aquilo. Pra você era só mais uma saída de motel e eu não sabia...
Ali, naquele momento, eu vi que estava ferrada. Ferrada demais. Ainda perdi um final de semana de carnaval porque não conseguia pegar outros sem ser você. E você pegando pessoas... E logo no dia seguinte me apresentando a sua família. Como isso consegue ser tão comum pra vocês? Deve ser algo de hetero topzera sei lá... Eu não apresento qualquer um a minha família... Você me apresentou a sua mãe. E disse que queria conhecer a minha e não tinha noção de como isso era pra mim.
E aí veio a primeira vez. Que você mentiu descaradamente. Que o meu amigo te viu. Ali eu deveria ter sacado que você era uma pessoa fingida e falsa... Mas não... Eu decidi fazer diferente pela primeira vez na vida e continuar. Isso foi um erro? Vulnerável eu já estava... Na semana seguinte eu já estava basicamente pensando em namorar você. Queria você ao meu lado. Eu estava me entregando porque disse a mim mesmo que não deveria ter medo. Eu fiquei cega. Cega de amor. Cega de paixonite.
Não podia deixar isso acontecer. Então fui em uma festa sozinha distrair a cabeça. E lá fiquei brincando com whisky, ficando louca. E você pegando qualquer uma em um bar. Ok. Eu já imaginava desde o dia... Você sempre foi assim e pensei como era culpa minha estar vulnerável.
E aí você jogou seu ás. Disse que estava com saudade. No meio da madrugada. E foi me ver. Hoje eu me pergunto, pra que tudo isso se você podia simplesmente ter transado com a menina do bar? Você queria me conquistar. Era um jogo. Logo que saímos da balada, fomos pra um motel.
Você estava quebrando minhas defesas, me convenceu a conhecer minha mãe. Fez eu me apaixonar por você e tudo por pura diversão. Fez eu me sentir diferente fazendo a mesma coisa que você fazia com todas... pra quê? Por que não me deixou livre? Você queria ser minha maior decepção? No seu aniversário me apresentou aos amigos e teve seu primeiro desapontamento comigo. Porque eu até ali aparentava ser a garota perfeita sem problema ou situações ruins que você tivesse que lidar.
Em abril você começou a perder sua paciência de estar comigo. E eu não percebi... Eu devia ter saído fora ali. Mas eu já estava perdidamente apaixonada. Então eu cometi outro erro: fui contando aos poucos sobre minha vida e assumi namoro com você no trabalho... Que erro, viu...
Você saiu nesse mês. Não duvido que tenha pegado sua amiga nesse dia. Isso seria fácil pra você. E aí foi estragar minha noite... Mas eu entendia tudo... Afinal, eu estava cega. Você chegou a descontar coisas que você suspeitava que eu fiz. Fazendo eu me sentir culpada. Sendo que quem fazia as coisas era você... Por que você fez isso?  Dói pensar que eu fui manipulada por um jogo...
Maio chegou. E eu já estava íntima sua. Compartilhando meus problemas contigo. Você sabia quase tudo. Eu tinha certeza que queria você. Achei que estávamos sólidos. E aí você disse pra sua ex que não estava vendo ninguém e foi sair. A cena se repete várias vezes na minha cabeça que eu chego a ficar com nojo. E quando saiu de lá teve a coragem de dizer que estava ligado a alguém. Que tipo de pessoa doentia você é? Disse que somente nesse dia você teve certeza que estava ligado a mim... E eu vulnerável a você. Na sua mão. E isso era reconfortante né!? Mas você não acreditava, por isso enquanto eu estava bêbada, você stalkeou minha vida mexendo no meu celular. Mas não gosta de falar nisso, né? Você disse que quando pegou meu celular teve a certeza de que eu te amava rs.. e eu lembro que eu disse na época "porque você viu que eu sou trouxa e tô na tua mão" e você aliviado... Como que eu iria saber que minhas palavras eram reais? Eu me arrependo. Você mentiu, falsificou emoções e eu caí direitinho. Você era tudo que me falaram e eu não acreditei. E continuou se insinuando... Por vários meses. Era tudo mentira? O que você falava e fazia? Qual era a graça de fazer isso comigo?
E quando eu entrei em depressão. Foi o segundo erro. Você não podia estar lá por mim e queria um tempo. Eu deveria ter encerrado as coisas ali... Ao invés disso, levei vc pra conhecer minha família de São Paulo. Ah é, você já nunca teve interesse em fazer o mínimo esforço pra fazer algo por mim. Eu nesse ponto já sabia que nunca deveria esperar algo de ti... Mas olha, eu não entendo... O porquê disso tudo. E você diz que seu sentimento só diminuiu... Que sentimento? Foi tudo mentira... E outra: acho que você nunca me amou. Amor é respeito.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Easy A


Perdão padre, eu pequei. Acho que é assim que essas coisas começam. Tô só imitando o que eu vi nos filmes . Depois disso acho que eu tenho que te dizer quanto tempo faz desde minha última confissão, mas essa é meio que minha primeira confissão. Eu não sou católica. Na verdade eu nem sei o que eu to fazendo aqui, exceto sentar aqui nesse banquinho e te conta o que eu fiz de errado. Por onde eu começo?
Eu tenho fingido ser… como eu falo isso de um jeito católico? Uma meretriz? Não é que eu tenha feito as coisas que as pessoas dizem que eu fiz, mas eu também não nego. Então eu te pergunto: isso é errado? Porque tem muita merda acontecendo… desculpa, porcaria acontecendo que pode ou não ter sido causada indiretamente por este meu disfarce.
Eu to mentindo. Eu posso ter causado o fim de um casamento.
É que eu pensei , de um jeito meio torto que eu poderia ajudar. É que muita gente tem me pedido para fazer coisas e eu achei que tudo bem porque não seria real sabe? E ninguém tava se magoando. Mas agora muita gente me odeia. Eu meio que me odeio também.
Posso estar errada aqui mas , você não deveria dizer alguma coisa? Me fazer umas perguntas? Dizer pra eu rezar umas Ave Marias? Uns Pai nossos. Um Glória a Deus, a Nossa Senhora, Aleluia.
Ei!! (bate palmas) Você ta me ouvindo? Gente, será que ele dormiu?

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A lone

Vou te falar, esse ano tem sido bastante difícil pra mim. Não teve um minuto em que eu pudesse parar e descansar a minha mente. É uma sequência de fatos dando errado, uma sequência de coisas ruins. Mentiras, afastamentos, inveja, brigas... Esse ano tem sido isso. A cada dia que passa eu percebo que eu devo me doar menos e menos pras pessoas. Eu estava ateando fogo a mim para manter outros aquecidos. Eu estava passando noites em claro e outros dormindo tranquilamente.
Se 2016 foi o ano que eu aprendi a me amar, esse ano foi o ano que aprendi a me valorizar. A entender minhas pequenas vitórias, entender que eu sou minha maior fã e eu sou a única que vai ficar feliz com minhas conquistas. Esse ano aprendi que ninguém quer ouvir sobre seu sucesso ou vai entendê-lo. E aprendi isso na dureza. Assim como não querem te ouvir chorar, se cansam de ver você sorrir.
Eu tô ficando cada vez mais leve quanto a imensidão de loucura que rodeia minha cabeça. Pensei em desistir, confesso. Retomei antigos vícios. Mas tô melhorando, tô ficando a cada dia mais tranquila. Aliás, sobre ter alguém que fique orgulhoso de suas vitórias... eu conto tudo  a minha cachorra, para ela apenas... acho posso nomea-la como a pessoa que sabe mais detalhes da minha vida e que me transmite as melhores energias.
Eu tô tentando aos poucos fazer coisas que eu amava. Desenhar, escrever, ler, atuar, cantar... E eu tô conseguindo. Aos poucos.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

La Roue de Fortune

Se tem uma pessoa que tem história pra contar em uma biografia, essa pessoa sou eu. Pense em loucuras e te digo que com certeza a maioria delas eu já fiz ou passei. Eu vivi e aproveitei cada oportunidade que ganhei da vida. Tive experiências boas e ruins.
Como disse anteriormente, o meu primeiro semestre foi uma secessão de problemas que me desanimou bastante.
Eu virei outra pessoa e subi de novo meus muros.
Tomei uns sustos há pouco tempo. Tive que reaprender manias que eu sempre tive e deixei adormecidas. Peço desculpas pelos sumiços e até se me tornei um pouco individualista novamente, mas foram medidas necessárias.

Em uma noite, muita coisa mudou dentro de mim e eu já não conseguia mais enxergar o mundo da mesma maneira, pude passar um tempo sozinha junto dos meus pensamentos e notei com quem posso/não posso contar em questão de segundos. 

Pessoas se afastaram, sumiram, mudaram...

E eu sigo o meu caminho. Eu sou minha prioridade e sempre estarei aqui para quando alguém com que eu me importo precisar, mas desculpe também se eu não aceito mais dramas e discussões que podem ser evitadas.
Em uma noite, eu percebi que tenho que gostar de quem sou sim porque eu sou resultado das experiências que vivi, a vida inteira me fez desse jeitinho que sou, cheia de manias, loucuras e marcas.
E eu sou uma pessoa boa, animada e meio louca. Em uma noite, reascendi sorrisos e piadas, voltei a ter meu brilho. Em uma noite cheia de pequenos vícios, palavras e cerveja.
Em uma noite, eu voltei a me sentir bem, a ter orgulho de mim, a me importar comigo. Eu voltei a sorrir e a sentir. Minha confiança voltou junto das minhas alegrias. E, foi nesse momento que a roda virou.
Obrigada a todos os pensamentos envolvidos e a todos que fazem eu me sentir bem ❤

sábado, 30 de junho de 2018

...

Escute ao som de "Secrets - One Republic" ou "Home - Gabrielle Aplin"

Não estava com muita inspiração pra dar minhas caras por aqui. Sinceramente, achava que não tinha sobre o que escrever devido a tantos baixos pelo qual minha vida passou durante um tempo. Tive momentos bons, conheci pessoas maravilhosas, mas parecia que nada era suficiente pra me roubar sorrisos devido ao declínio em que se encontrava minha vida em vários aspectos e setores.

Há alguns meses um monstro apareceu embaixo da minha cama, um monstro que começou pequeno e já foi tirando meu sono e me deixando sem vontade de fazer coisas que eu amo. Primeiro foi a escrita e a leitura, depois ficou difícil pra sair de casa e quando me dei de conta, havia dias em que não levantava da cama. Dormir de noite era algo difícil e passei muito tempo sem dormir. Tudo estava desmoronando, eu lutei, perdi uma vez e desanimei e deixei-me levar pela sensação de inércia e pela "vontade" de apenas assistir o mundo desmoronar.

Fiquei sem chão. Vivi um dia de cada vez tirando o melhor de meus equívocos e sorrindo pelas pequenas vitórias e momentos alegres pelo qual podia desfrutar alguns dias... Difícil. Decepcionei-me muito com algumas pessoas, muitas máscaras caem em momentos de necessidade. Encontrei-me em uma fase da vida em que fui obrigada a voltar a ser fria se não eu ia quebrar. Em momentos complicados, medidas complicadas devem ser tomadas, certo? Houveram partes boas, com tudo isso acontecendo, eu encontrei novos amigos e os que já estavam perto se tornaram ainda mais próximos.

Passei por dores que nunca pensei que seria capaz de suportar. Sozinha. Retornei aos meus refúgios, voltei a antigos passatempos e reaprendi a levantar mais uma vez. Reforçando que mesmo sendo doloroso, todos os seres humanos mentem e nunca se deve baixar essa guarda que eu demorei tanto tempo montando. O que me resta é gargalhar se isso tudo for karma mesmo, não?

Ainda me resta um pouco de esperança pra esse segundo semestre mesmo que tudo já esteja retrógrado. Só vim explicar minha ausência e dizer que meu sumiço foi necessário, minhas feridas estavam muito expostas e não gosto de expor.

Tome seu capuccino, pegue seus fones e parta pra uma nova aventura a cada dia que você acordar como eu estou fazendo ainda, caro leitor.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Reflections of a Skyline

And I wanna play hide and seek,
give you my clothes,
tell you I love your shoes,
sit on the steps when you take a bath,
and massage your neck,
and kiss your face,
and hold your hand and go for a walk.
Not mind when you eat my food,
and meet you at Rudy’s and talk about the day.
Talk about your day and laugh at your paranoia.
Give you tapes you don’t listen to,
watch great films…
watch terrible films.
And tell you about the TV program I saw the night before,
and not laugh at your jokes.
Want you in the morning,
but let you sleep for awhile.
Tell you how much I love your eyes,
your lips,
your neck,
your tits,
your ass.
Sit on the steps smoking ’til your neighbors come home.
Sit on the steps smoking ’til you come home.
And worry when you’re late,
and be amazed when you’re early.
I’d give you sunflowers and go to your party and dance.
Be sorry when I’m wrong and happy when you forgive me.
Look at your photo’s and wish I’d known you forever.
Hear your voice in my ear,
feel your skin on my skin.
And get scared when you’re angry.
I tell you you’re gorgeous.
And hug you when you’re anxious and hold you when you’re hurt and want you when I smell you and offend you when I touch you and whimper when I’m next to you, and whimper when I’m not.
Dribble on your breast.
Smother you in the night and get cold when you take the blanket and hot when you don’t.
Melt when you smile, dissolve when you laugh.
But not understand how you think I’m rejecting you when I’m not rejecting you and wonder how you could think I’d ever reject you.
And wonder who you are.
But I accept you anyway.
And tell you about the tree angel and enchanted forest boy who flew across the ocean because he loved you.
I’d buy you presents you don’t want and take them away again and ask you to marry me and you say no again but keep on asking because though you think I don’t mean it but I always have from the first time I asked you.
I wander the city thinking, but I’m empty without you, but I want what you want and think I’m losing myself.
But I’ll tell you the worst me and try and give you the best of me because you don’t deserve any less.
Answer your questions when I’d rather not. And tell you the truth when I really don’t want to.
And try to be honest because I knew you prefer it.
And think it’s all over but hang on for just ten more minutes before you throw me out of your life, forget who I am.
And let me try and get closer you.
… And somehow communicate some of the over-whelming,
undying,
overpowering,
unconditional,
all-encompassing,
heart-enriching,
mind-expanding,
ongoing,
never-ending love
I have for you.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Fairy Tale

Eu sempre idealizei muito como seria uma relação a dois. Particularmente, sou uma pessoa que gosta de demonstrações de carinho ou surpresas. Eu curtia pensar que quem estivesse comigo moveria mundos e pensaria nos detalhes ao ver cada coisinha do seu dia a dia. Pra mim, estar apaixonada seria um filme dos anos 80. E aos poucos, minha visão foi se distorcendo e eu fui ensinada a me contentar com o que a vida oferecia porque querer mais é ser exigente (e você pode acabar sozinha), porque ser sentimental era ser dramática (e você pode acabar sozinha) e querer declarações é ser uma pessoa iludida (e você pode acabar sozinha). Aos poucos tudo foi se desconstruindo, os platônicos foram sumindo e a mulher aqui presente foi ensinada que se fosse diferente seria uma milagre ser amada. Mas sabe, eu não tive esse problema. Eu tive o problema de pensar que não era fácil ficar comigo por causa da minha vida, mas isso é outra postagem.
Hoje, eu acho que você deve acreditar sim naquele filme dos anos 80. E digo: Fique com alguém que mostre como é fácil e simples estar com você, que goste de estar ao seu lado, independente do local, que preze sua companhia. Esteja com aquele cara que se você disser que está com saudade aparece às 3h em uma balada na Lapa. Fique com aquele homem que investigue os detalhes e entenda seus desejos e fantasias para te surpreender, com aquele cara que faz você se sentir a mulher mais interessante pra ele, a única com quem ele quer estar. Sem complicações, joguinhos ou abusos. O homem que não te faça questionar se ele te ama mesmo e quer você. Aquele cara que mesmo depois de dormir contigo e passar o dia ao seu lado, se esforce pra dormir com seu abraço e que sorria ao te olhar dormindo de manhã. Fique com aquele homem que te prioriza e não te rebaixa, que te ajuda e fica feliz com suas conquistas, que doa até aquele tempinho que não tem pra ficar contigo. Esteja com aquele homem que jogue com você e que goste de mostrar para o mundo que tem você ao lado. Esteja com um homem que não ache que suas emoções são drama e ache suas estranhezas maravilhosas. E que seja bobo e sarcástico contigo. Aquele homem que não precisa dar xilique por ciúmes e entenda que ele é seu pequeno mundo. Que não julgue o que você fez, que curta seus amigos e dance até o chão com você. Fique com aquele cara que vai te deixar sem ar e feliz ao vê-lo, com aquele homem que vai fazer você ir ao céu na cama. Com aquele cara que vai estar sempre pronto pra te escutar pós aquele dia bom ou ruim, o seu ombro, um companheiro. Aquele homem que presta atenção nos detalhes que te fazem feliz e que te faça feliz. Esse é o conto de fadas que eu acredito, o que eu penso ser uma relação a dois hoje em dia, sabe? Alguns dizem que eu perdi minha visão romântica, mas o que eu acho é que eu só passei a enxergar por outro ângulo.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Copas

Olá, tudo bom? Você se lembra dos detalhes da sua vida? Das coisas que aconteceram, por exemplo, nos anos de copa pelo menos. Posso dizer que lembro exatamente como foi o ano da última copa.
A ironia é que eu tinha a mesma cor de cabelo, mas por dentro estava totalmente diferente.
No ano de 2014, eu atingi a tão sonhada maior e idade e foi um ano de baixos e altos. Mais baixos do que altos. Eu estava no segundo ano de um técnico que havia me desanimado e no fim de um relacionamento e, em ano de copa, descobri um famoso aplicativo de paquera. Eu estava redescobrindo minha liberdade e deixando pra trás algumas decisões erradas que tinha e hábitos ruins também. De cabelos curtos, eu estava pronta pra conhecer novamente esse mundão de oportunidades. Eram tantas coisas novas surgindo na minha vidinha conturbada que eu nem sabia digerir, comecei a entender decisões e compreender atitudes e ligar um pouco mais pra mim, pois naquele mesmo ano tive um problema grave no estômago devido a estresse. E o psicológico também estava afetado, não posso negar.
Na última copa, eu ironicamente ganhei uma camisa da Alemanha (uma casual). Eu ri.
Nesse ano, teremos mais uma copa. E a menina tem seu cabelo curto, loiro e usualmente olhos verdes. Voltou a fazer exatamente paixões e hobbys que tinha largado na última copa. O aplicativo que conheceu? Conta deletada. Hábitos ruins? Deixados pra trás totalmente. Fora a menininha loucamente apaixonada.
E você, já refletiu como estava e pensava no último ano de copa?

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Let it happen

Vou contar um segredo pra vocês, eu sou insegura. Só soube trabalhar isso muito bem durante anos, até me tornar quem sou hoje. Foi quando comecei a construir outra coisa, o medo pela vulnerabilidade. Não queria que ninguém me conhecesse o suficiente para saber que eu era insegura. Claro que não. Criei o medo de estar na mão de alguém e, pior, de alguém saber disso. Perder o controle era assustador. Não saber o que eu iria sentir, o que poderia acontecer... Isso me faria perder noites de sono, embora eu sempre parecesse tão impulsiva. Até hoje, cultivo certa repulsa pela vulnerabilidade, mas isso é por outros motivos.
Eu fui me acomodando em um espaço onde eu poderia controlar. Controlar meus sentimentos e me confortar com a vida.
Eu não sei exatamente o que houve. Vamos começar pelas primeiras coisas: o amor. Muitos podem me achar um pouco fria, mas -me dói dizer- eu não me importava muito com relacionamento. Na verdade, preferia o efêmero muitas vezes. Era mais fácil. Como disse, vulnerabilidade era algo assustador. Mas faz um ano que eu comecei a conversar com uma pessoa que, em poucos meses, mudou muitas certezas da minha vida. Eu fiquei paralisada quando o conheci e pude conversar. Era uma pessoa boa e que me encantaria, por reflexo, tentei me afastar. Obviamente não funcionou e isso gera boas risadas sobre como eu ignoro pessoas em aplicativos de mensagens instantâneas. Isso só não funcionou, como nos aproximou ainda mais e eu cai em um precipício que era um pesadelo: a vulnerabilidade de amar. Mas depois de um tempo, depois de entender essa queda, você entende o quanto é bom estar nas mãos de alguém, dividir sonhos e ter um braço pra fazer de travesseiro. Não me levem a mal, não foi fácil me entregar. Eu cultivei um mundinho só meu e não sabia se estava preparada para dividi-lo.
E ai... Chegamos ao segundo acontecimento: o meu profissional. Eu sempre fui uma pessoa curiosa pelas coisas que gostava de fazer e isso acarretou em muitos cursos e, em sua maioria, sem ter um fim. Quis saber de cada pedacinho de interesse pra não decidir "errado" as coisas e não me precipitar e adivinhem? Eu me precipitei. Achei que estava tranquila onde havia chegado e que iria evoluir dali e que aquele seria meu plano de carreira. Mas como disse no outro parágrafo, uma pessoa conheceu meu mundinho e por consequência, conheceu minha insegurança. E eu fui perdendo o medo de reaprender coisas que gostava, mas não me achava boa o suficiente para executar. E, quando meu mundo virou de cabeça pra baixo, essa pessoa me deu o maior apoio do mundo para mudar e eu segui. Se eu fui precipitada dessa vez? Não sei. Mas sei que não me sinto assim, feliz com o que faço há bastante tempo.
Mas sim, caro leitor, eu continuo insegura. Para me entregar, para prosseguir. E ainda me persegue o pesadelo de ser vulnerável a alguém, não que eu não goste, mas isso é normal. Acho que isso acontece quando se ama. Estou aprendendo a lidar com a falta de controle da minha vida e ficando alegre com as surpresas do acaso. Tirando o melhor das minhas efemeridades. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Rewind

O ano não acabou ainda, eu sei. Mas só até essa data, já consigo dizer que esse ano me virou de cabeça pra baixo e foi uma loucura. Pensei que fosse ser mais um ano confortável e quieto, sem muitas surpresas, levando em conta que meu 2016 foi bem agitado e sem nenhuma parada. Pensei que esse ano seria apenas uma continuidade das coisas que havia conquistado ano passado, dos laços que desenvolvera ano passado. Mas não foi. Criei ligações com pessoas que mal esperava e deixei-me apaixonar e dei-me a liberdade -mesmo com muito medo- para amar. Tomei coragem de fazer coisas que queria, mas não fazia por fobias infantis. Mudei, inesperadamente, de área depois de um baita tapa na cara da vida. Agora, alguns fatores não foram novidade, né... Mais um ano a vidinha me mostrando que tem pessoas que realmente não podemos confiar e me mostrando que por mais certa que eu esteja sobre um ponto de vista, ele pode mudar.
Bom, esse ciclo do calendário começou quieto, sereno. Eu estava certa de que nada ia mudar. Logo no início do ano, pude receber minha irmã de outro estado nessa cidade quente em que moro. Visitei pontos turísticos que nunca tinha ido. Me aproximei ainda mais de amizades que fiz ano passado e acabaram por se tornar muito mais próximas do que eu poderia pensar. Aliás, tenho muito a agradecer pelas amizades que eu fiz ano passado. Próximo ao carnaval, meus sentimentos se tornaram um nuance de cores avermelhadas, veio a paixão. Algo que evitei, me afastei e fugi. Mas foi inevitável ao ver o sorriso de um certo alguém, o olhar brilhante e aqueles toques que me deixaram menos sensata. Eu pulei e me arrisquei e ganhei nesse ano um novo amor. Tal amor que seria tão importante pra tomar decisões ao longo do ano. Só melhorei em quesitos de me realizar, sucedi em todas as tarefas que me colocaram a disposição. Tive meus altos e baixos, baixos profundos, mas aprendi a lidar com eles. Fiz duas tatuagens esse ano (yuup), viajei e conheci muita gente nova, novos grupos e lugares. Ferrei meu estômago, voltei a comer carne vermelha e o nível de café em mim dobrou. Fui impulsiva, fui pensativa...
E quando eu menos esperava, no meu famoso mês e entre várias rasteiras, me vi obrigada a rever minha vida. Sai da minha zona de conforto e o desespero bateu na porta. Mesmo não acreditando muito em mim(problema de insegurança que eu tenho que trabalhar), eu decidi fazer isso: mudar meu foco profissional. Totalmente. Não vou dizer que foi uma decisão fácil, pois tive que pensar muito e tive muito apoio da pessoa que eu tenho ao meu lado pra poder fazer isso.
Eu viajei esse ano. Viajei de casal esse ano. Quem diria não? Em janeiro, fugindo de sentimentos e, em dezembro, sendo um casalzão da porra com um homem maravilhoso ao meu lado. Coloquei um piercing esse ano. Apresentei o meu amor a são paulo, em meio a chuvas e sorrisos.
Esse também foi o primeiro ano que fui a comic con e fiz o meu segundo cosplay (por mais simples que tenha sido). Fui ao Rock in Rio (em meio ao conturbado mês de setembro), me diverti e aproveitei muito.
Acho que a minha conclusão sobre esse ano é que foi um ano intenso, nos altos e nos baixos. Mas eu fui mais alegre do que triste... e não tem como agradecer ao universo por ter colocado o céu alinhado pra eu conhecer uma pessoa tão especial -com esse mapa astral tão irritante- e pra eu viver tantas experiências loucas e boas...
Essa foi minha retrospectiva de 2017, e você? Já pensou na sua?

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Him by Her

Seus olhos são estradas pra outro lugar, tanta animação num olhar, empolgação ao falar que o ar chega a se descontrolar... É contagiante. Cada detalhe seu é moldado ao charme. Seu rosto com caretas e facetas e seu sorriso encantador. Viajar em suas curvas, olhar pra sua bunda e encarar seu corpo... sorrir ao pensar em coisas vulgares e cenas românticas. Ter um acesso de riso sozinha olhando seu cabelo bagunçado e pensando como mesmo nessas condições de sono você continua lindo. Há obra de arte mais maravilhosa que você? É incontrolável, o sorriso é involuntário ao te ver... de longe e de perto. Quando passas, o olhar fixa em ti e te persegue até que percebas. Eu desligo em apreciação, mas tudo isso é mais que admiração e desejo, é querer estar perto, é querer grudar meu corpo ao teu e sentir que minha alma deseja a tua. É querer estar ao seu lado e deitar em seu braço... Agora estou te observando por entre os óculos, seu rosto está cansado e suas bochechas inchadas, dai eu mexo na sua barba. Te elogio. Não tem cena que eu quisesse presenciar mais que esta nesse momento. E quando quer alguma coisa? Quando implica? Quando suplica? Cerra os lábios de forma cativante e deixa o rosto franzido, não há o que negar. Falando em lábios, os seus são a prosopopeia da sedução: eles me chamam.  O efeito que você causa em mim é assim, hipnotizante... chego a me assustar do quão abobalhada consigo ficar ao te admirar. Opa, você percebeu que estou te encarando. Sim, você está do meu lado e isso tudo se passou em um minuto... enquanto eu pensava na gente. Vou disfarçar meu rosto e fingir que estava digitando uma mensagem ao léu para você implicar e fingir ciúme.
Boa noite, meu amor.

Tudo

Ta tudo meio assim distante, ocupado e sem gosto. Tudo parece se ficar mais longe a cada dia e ter ânimo pra caminhar é um pouco difícil quando seu objetivo só........... vai pra longe. Ta tudo meio diferente, instável e inseguro, mas alegre e esperançoso. Abraço e carinho. Ta tudo meio vazio às vezes, a comida nunca está quente e as ideias parecem adoecer. E se chover? Dai eu não levanto mais...
Ta tudo querendo abraço, desabafo, cansaço sem fim... ta tudo querendo uma corda de apoio e uma conversa calorosa. Querendo refúgio, querendo palco, querendo surgir. Talvez apenas se divertir... Ta tudo meio a meio, sem recheio e gosto definido, tudo ta perdido... começando de novo como um broto. Ta tudo meio assim, tudo em mim.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cantinho

Não faz muito tempo que eu me vi de novo com borboletas no estômago. A sensação que eu mais evitei durante anos simplesmente apareceu na minha frente, de supetão, sem avisar, já tirando meu chão. Logo cedi.
Foi em um cantinho da memória, cantinho da minha história que tudo aconteceu. Vou descrever pra você:
Os assuntos se desenrolavam dia e noite. Sobre tudo. Ambos mostrando quem eram e o outro sempre se impressionando. Jogavam indiretas e diretas, mas quando se viam, bastava um olhar pra encabular e a fala travar. Um foi tentar ver um filme, o outro falou que o esperasse. Este que fora, deixou a sessão passar pra desfrutar do momento com o que vinha. Mais vergonha. E, em meio a um frapuccino e uma barba com sanduíches surgiram sorrisos. Decidiram ir embora, um acompanhou o outro, em passos combinados, conversando. E, em meio a uma piadinha, o que viera presenteou o que esperou com um beijo.
A gente ri só de lembrar, pois o olhar que foi desenvolvido naquela semana durou, dura e durará... a sensação de borboletas surge sempre que um aparece e viver nesse caos tem sido meu refúgiozinho. E foi nesse cantinho de memória que tudo começou a se consolidar. Lá.
Arrepios, barba, mão na cintura, abraço, braço, sorriso, beijo.