Vou te falar, esse ano tem sido bastante difícil pra mim. Não teve um minuto em que eu pudesse parar e descansar a minha mente. É uma sequência de fatos dando errado, uma sequência de coisas ruins. Mentiras, afastamentos, inveja, brigas... Esse ano tem sido isso. A cada dia que passa eu percebo que eu devo me doar menos e menos pras pessoas. Eu estava ateando fogo a mim para manter outros aquecidos. Eu estava passando noites em claro e outros dormindo tranquilamente.
Se 2016 foi o ano que eu aprendi a me amar, esse ano foi o ano que aprendi a me valorizar. A entender minhas pequenas vitórias, entender que eu sou minha maior fã e eu sou a única que vai ficar feliz com minhas conquistas. Esse ano aprendi que ninguém quer ouvir sobre seu sucesso ou vai entendê-lo. E aprendi isso na dureza. Assim como não querem te ouvir chorar, se cansam de ver você sorrir.
Eu tô ficando cada vez mais leve quanto a imensidão de loucura que rodeia minha cabeça. Pensei em desistir, confesso. Retomei antigos vícios. Mas tô melhorando, tô ficando a cada dia mais tranquila. Aliás, sobre ter alguém que fique orgulhoso de suas vitórias... eu conto tudo a minha cachorra, para ela apenas... acho posso nomea-la como a pessoa que sabe mais detalhes da minha vida e que me transmite as melhores energias.
Eu tô tentando aos poucos fazer coisas que eu amava. Desenhar, escrever, ler, atuar, cantar... E eu tô conseguindo. Aos poucos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
A lone
segunda-feira, 30 de julho de 2018
La Roue de Fortune
Como disse anteriormente, o meu primeiro semestre foi uma secessão de problemas que me desanimou bastante.
Eu virei outra pessoa e subi de novo meus muros.
Tomei uns sustos há pouco tempo. Tive que reaprender manias que eu sempre tive e deixei adormecidas. Peço desculpas pelos sumiços e até se me tornei um pouco individualista novamente, mas foram medidas necessárias.
Em uma noite, muita coisa mudou dentro de mim e eu já não conseguia mais enxergar o mundo da mesma maneira, pude passar um tempo sozinha junto dos meus pensamentos e notei com quem posso/não posso contar em questão de segundos.
Pessoas se afastaram, sumiram, mudaram...
Em uma noite, eu percebi que tenho que gostar de quem sou sim porque eu sou resultado das experiências que vivi, a vida inteira me fez desse jeitinho que sou, cheia de manias, loucuras e marcas.
E eu sou uma pessoa boa, animada e meio louca. Em uma noite, reascendi sorrisos e piadas, voltei a ter meu brilho. Em uma noite cheia de pequenos vícios, palavras e cerveja.
Em uma noite, eu voltei a me sentir bem, a ter orgulho de mim, a me importar comigo. Eu voltei a sorrir e a sentir. Minha confiança voltou junto das minhas alegrias. E, foi nesse momento que a roda virou.
Obrigada a todos os pensamentos envolvidos e a todos que fazem eu me sentir bem ❤
sábado, 30 de junho de 2018
...
Não estava com muita inspiração pra dar minhas caras por aqui. Sinceramente, achava que não tinha sobre o que escrever devido a tantos baixos pelo qual minha vida passou durante um tempo. Tive momentos bons, conheci pessoas maravilhosas, mas parecia que nada era suficiente pra me roubar sorrisos devido ao declínio em que se encontrava minha vida em vários aspectos e setores.
Há alguns meses um monstro apareceu embaixo da minha cama, um monstro que começou pequeno e já foi tirando meu sono e me deixando sem vontade de fazer coisas que eu amo. Primeiro foi a escrita e a leitura, depois ficou difícil pra sair de casa e quando me dei de conta, havia dias em que não levantava da cama. Dormir de noite era algo difícil e passei muito tempo sem dormir. Tudo estava desmoronando, eu lutei, perdi uma vez e desanimei e deixei-me levar pela sensação de inércia e pela "vontade" de apenas assistir o mundo desmoronar.
Fiquei sem chão. Vivi um dia de cada vez tirando o melhor de meus equívocos e sorrindo pelas pequenas vitórias e momentos alegres pelo qual podia desfrutar alguns dias... Difícil. Decepcionei-me muito com algumas pessoas, muitas máscaras caem em momentos de necessidade. Encontrei-me em uma fase da vida em que fui obrigada a voltar a ser fria se não eu ia quebrar. Em momentos complicados, medidas complicadas devem ser tomadas, certo? Houveram partes boas, com tudo isso acontecendo, eu encontrei novos amigos e os que já estavam perto se tornaram ainda mais próximos.
Passei por dores que nunca pensei que seria capaz de suportar. Sozinha. Retornei aos meus refúgios, voltei a antigos passatempos e reaprendi a levantar mais uma vez. Reforçando que mesmo sendo doloroso, todos os seres humanos mentem e nunca se deve baixar essa guarda que eu demorei tanto tempo montando. O que me resta é gargalhar se isso tudo for karma mesmo, não?
Ainda me resta um pouco de esperança pra esse segundo semestre mesmo que tudo já esteja retrógrado. Só vim explicar minha ausência e dizer que meu sumiço foi necessário, minhas feridas estavam muito expostas e não gosto de expor.
Tome seu capuccino, pegue seus fones e parta pra uma nova aventura a cada dia que você acordar como eu estou fazendo ainda, caro leitor.
terça-feira, 3 de abril de 2018
Reflections of a Skyline
give you my clothes,
tell you I love your shoes,
sit on the steps when you take a bath,
and massage your neck,
and kiss your face,
and hold your hand and go for a walk.
and meet you at Rudy’s and talk about the day.
watch great films…
watch terrible films.
and not laugh at your jokes.
but let you sleep for awhile.
your lips,
your neck,
your tits,
your ass.
and be amazed when you’re early.
feel your skin on my skin.
undying,
overpowering,
unconditional,
all-encompassing,
heart-enriching,
mind-expanding,
ongoing,
never-ending love
sexta-feira, 23 de março de 2018
Fairy Tale
Hoje, eu acho que você deve acreditar sim naquele filme dos anos 80. E digo: Fique com alguém que mostre como é fácil e simples estar com você, que goste de estar ao seu lado, independente do local, que preze sua companhia. Esteja com aquele cara que se você disser que está com saudade aparece às 3h em uma balada na Lapa. Fique com aquele homem que investigue os detalhes e entenda seus desejos e fantasias para te surpreender, com aquele cara que faz você se sentir a mulher mais interessante pra ele, a única com quem ele quer estar. Sem complicações, joguinhos ou abusos. O homem que não te faça questionar se ele te ama mesmo e quer você. Aquele cara que mesmo depois de dormir contigo e passar o dia ao seu lado, se esforce pra dormir com seu abraço e que sorria ao te olhar dormindo de manhã. Fique com aquele homem que te prioriza e não te rebaixa, que te ajuda e fica feliz com suas conquistas, que doa até aquele tempinho que não tem pra ficar contigo. Esteja com aquele homem que jogue com você e que goste de mostrar para o mundo que tem você ao lado. Esteja com um homem que não ache que suas emoções são drama e ache suas estranhezas maravilhosas. E que seja bobo e sarcástico contigo. Aquele homem que não precisa dar xilique por ciúmes e entenda que ele é seu pequeno mundo. Que não julgue o que você fez, que curta seus amigos e dance até o chão com você. Fique com aquele cara que vai te deixar sem ar e feliz ao vê-lo, com aquele homem que vai fazer você ir ao céu na cama. Com aquele cara que vai estar sempre pronto pra te escutar pós aquele dia bom ou ruim, o seu ombro, um companheiro. Aquele homem que presta atenção nos detalhes que te fazem feliz e que te faça feliz. Esse é o conto de fadas que eu acredito, o que eu penso ser uma relação a dois hoje em dia, sabe? Alguns dizem que eu perdi minha visão romântica, mas o que eu acho é que eu só passei a enxergar por outro ângulo.
quarta-feira, 21 de março de 2018
Copas
A ironia é que eu tinha a mesma cor de cabelo, mas por dentro estava totalmente diferente.
No ano de 2014, eu atingi a tão sonhada maior e idade e foi um ano de baixos e altos. Mais baixos do que altos. Eu estava no segundo ano de um técnico que havia me desanimado e no fim de um relacionamento e, em ano de copa, descobri um famoso aplicativo de paquera. Eu estava redescobrindo minha liberdade e deixando pra trás algumas decisões erradas que tinha e hábitos ruins também. De cabelos curtos, eu estava pronta pra conhecer novamente esse mundão de oportunidades. Eram tantas coisas novas surgindo na minha vidinha conturbada que eu nem sabia digerir, comecei a entender decisões e compreender atitudes e ligar um pouco mais pra mim, pois naquele mesmo ano tive um problema grave no estômago devido a estresse. E o psicológico também estava afetado, não posso negar.
Na última copa, eu ironicamente ganhei uma camisa da Alemanha (uma casual). Eu ri.
Nesse ano, teremos mais uma copa. E a menina tem seu cabelo curto, loiro e usualmente olhos verdes. Voltou a fazer exatamente paixões e hobbys que tinha largado na última copa. O aplicativo que conheceu? Conta deletada. Hábitos ruins? Deixados pra trás totalmente. Fora a menininha loucamente apaixonada.
E você, já refletiu como estava e pensava no último ano de copa?
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Let it happen
Eu fui me acomodando em um espaço onde eu poderia controlar. Controlar meus sentimentos e me confortar com a vida.
Eu não sei exatamente o que houve. Vamos começar pelas primeiras coisas: o amor. Muitos podem me achar um pouco fria, mas -me dói dizer- eu não me importava muito com relacionamento. Na verdade, preferia o efêmero muitas vezes. Era mais fácil. Como disse, vulnerabilidade era algo assustador. Mas faz um ano que eu comecei a conversar com uma pessoa que, em poucos meses, mudou muitas certezas da minha vida. Eu fiquei paralisada quando o conheci e pude conversar. Era uma pessoa boa e que me encantaria, por reflexo, tentei me afastar. Obviamente não funcionou e isso gera boas risadas sobre como eu ignoro pessoas em aplicativos de mensagens instantâneas. Isso só não funcionou, como nos aproximou ainda mais e eu cai em um precipício que era um pesadelo: a vulnerabilidade de amar. Mas depois de um tempo, depois de entender essa queda, você entende o quanto é bom estar nas mãos de alguém, dividir sonhos e ter um braço pra fazer de travesseiro. Não me levem a mal, não foi fácil me entregar. Eu cultivei um mundinho só meu e não sabia se estava preparada para dividi-lo.
E ai... Chegamos ao segundo acontecimento: o meu profissional. Eu sempre fui uma pessoa curiosa pelas coisas que gostava de fazer e isso acarretou em muitos cursos e, em sua maioria, sem ter um fim. Quis saber de cada pedacinho de interesse pra não decidir "errado" as coisas e não me precipitar e adivinhem? Eu me precipitei. Achei que estava tranquila onde havia chegado e que iria evoluir dali e que aquele seria meu plano de carreira. Mas como disse no outro parágrafo, uma pessoa conheceu meu mundinho e por consequência, conheceu minha insegurança. E eu fui perdendo o medo de reaprender coisas que gostava, mas não me achava boa o suficiente para executar. E, quando meu mundo virou de cabeça pra baixo, essa pessoa me deu o maior apoio do mundo para mudar e eu segui. Se eu fui precipitada dessa vez? Não sei. Mas sei que não me sinto assim, feliz com o que faço há bastante tempo.
Mas sim, caro leitor, eu continuo insegura. Para me entregar, para prosseguir. E ainda me persegue o pesadelo de ser vulnerável a alguém, não que eu não goste, mas isso é normal. Acho que isso acontece quando se ama. Estou aprendendo a lidar com a falta de controle da minha vida e ficando alegre com as surpresas do acaso. Tirando o melhor das minhas efemeridades.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Rewind
Bom, esse ciclo do calendário começou quieto, sereno. Eu estava certa de que nada ia mudar. Logo no início do ano, pude receber minha irmã de outro estado nessa cidade quente em que moro. Visitei pontos turísticos que nunca tinha ido. Me aproximei ainda mais de amizades que fiz ano passado e acabaram por se tornar muito mais próximas do que eu poderia pensar. Aliás, tenho muito a agradecer pelas amizades que eu fiz ano passado. Próximo ao carnaval, meus sentimentos se tornaram um nuance de cores avermelhadas, veio a paixão. Algo que evitei, me afastei e fugi. Mas foi inevitável ao ver o sorriso de um certo alguém, o olhar brilhante e aqueles toques que me deixaram menos sensata. Eu pulei e me arrisquei e ganhei nesse ano um novo amor. Tal amor que seria tão importante pra tomar decisões ao longo do ano. Só melhorei em quesitos de me realizar, sucedi em todas as tarefas que me colocaram a disposição. Tive meus altos e baixos, baixos profundos, mas aprendi a lidar com eles. Fiz duas tatuagens esse ano (yuup), viajei e conheci muita gente nova, novos grupos e lugares. Ferrei meu estômago, voltei a comer carne vermelha e o nível de café em mim dobrou. Fui impulsiva, fui pensativa...
E quando eu menos esperava, no meu famoso mês e entre várias rasteiras, me vi obrigada a rever minha vida. Sai da minha zona de conforto e o desespero bateu na porta. Mesmo não acreditando muito em mim(problema de insegurança que eu tenho que trabalhar), eu decidi fazer isso: mudar meu foco profissional. Totalmente. Não vou dizer que foi uma decisão fácil, pois tive que pensar muito e tive muito apoio da pessoa que eu tenho ao meu lado pra poder fazer isso.
Eu viajei esse ano. Viajei de casal esse ano. Quem diria não? Em janeiro, fugindo de sentimentos e, em dezembro, sendo um casalzão
Esse também foi o primeiro ano que fui a comic con e fiz o meu segundo cosplay (por mais simples que tenha sido). Fui ao Rock in Rio (em meio ao conturbado mês de setembro), me diverti e aproveitei muito.
Acho que a minha conclusão sobre esse ano é que foi um ano intenso, nos altos e nos baixos. Mas eu fui mais alegre do que triste... e não tem como agradecer ao universo por ter colocado o céu alinhado pra eu conhecer uma pessoa tão especial -com esse mapa astral tão irritante- e pra eu viver tantas experiências loucas e boas...
Essa foi minha retrospectiva de 2017, e você? Já pensou na sua?
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Him by Her
Boa noite, meu amor.
Tudo
Ta tudo meio assim distante, ocupado e sem gosto. Tudo parece se ficar mais longe a cada dia e ter ânimo pra caminhar é um pouco difícil quando seu objetivo só........... vai pra longe. Ta tudo meio diferente, instável e inseguro, mas alegre e esperançoso. Abraço e carinho. Ta tudo meio vazio às vezes, a comida nunca está quente e as ideias parecem adoecer. E se chover? Dai eu não levanto mais...
Ta tudo querendo abraço, desabafo, cansaço sem fim... ta tudo querendo uma corda de apoio e uma conversa calorosa. Querendo refúgio, querendo palco, querendo surgir. Talvez apenas se divertir... Ta tudo meio a meio, sem recheio e gosto definido, tudo ta perdido... começando de novo como um broto. Ta tudo meio assim, tudo em mim.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Cantinho
Não faz muito tempo que eu me vi de novo com borboletas no estômago. A sensação que eu mais evitei durante anos simplesmente apareceu na minha frente, de supetão, sem avisar, já tirando meu chão. Logo cedi.
Foi em um cantinho da memória, cantinho da minha história que tudo aconteceu. Vou descrever pra você:
Os assuntos se desenrolavam dia e noite. Sobre tudo. Ambos mostrando quem eram e o outro sempre se impressionando. Jogavam indiretas e diretas, mas quando se viam, bastava um olhar pra encabular e a fala travar. Um foi tentar ver um filme, o outro falou que o esperasse. Este que fora, deixou a sessão passar pra desfrutar do momento com o que vinha. Mais vergonha. E, em meio a um frapuccino e uma barba com sanduíches surgiram sorrisos. Decidiram ir embora, um acompanhou o outro, em passos combinados, conversando. E, em meio a uma piadinha, o que viera presenteou o que esperou com um beijo.
A gente ri só de lembrar, pois o olhar que foi desenvolvido naquela semana durou, dura e durará... a sensação de borboletas surge sempre que um aparece e viver nesse caos tem sido meu refúgiozinho. E foi nesse cantinho de memória que tudo começou a se consolidar. Lá.
Arrepios, barba, mão na cintura, abraço, braço, sorriso, beijo.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Jack Kerouac.
“I have lots of things to teach you now, in case we ever meet, concerning the message that was transmitted to me under a pine tree in North Carolina on a cold winter moonlit night. It said that Nothing Ever Happened, so don't worry. It's all like a dream. Everything is ecstasy, inside. We just don't know it because of our thinking-minds. But in our true blissful essence of mind is known that everything is alright forever and forever and forever. Close your eyes, let your hands and nerve-ends drop, stop breathing for 3 seconds, listen to the silence inside the illusion of the world, and you will remember the lesson you forgot, which was taught in immense milky way soft cloud innumerable worlds long ago and not even at all. It is all one vast awakened thing. I call it the golden eternity. It is perfect. We were never really born, we will never really die. It has nothing to do with the imaginary idea of a personal self, other selves, many selves everywhere: Self is only an idea, a mortal idea. That which passes into everything is one thing. It's a dream already ended. There's nothing to be afraid of and nothing to be glad about. I know this from staring at mountains months on end. They never show any expression, they are like empty space. Do you think the emptiness of space will ever crumble away? Mountains will crumble, but the emptiness of space, which is the one universal essence of mind, the vast awakenerhood, empty and awake, will never crumble away because it was never born.”
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Due.
É apenas seu cheiro. Na verdade é seu sorriso também. O seu abraço... seu jeito detalhista de reparar no meu olhar. De elogiar minha unha e se preocupar comigo. Ah é essa sua maneira didática de falar... ou talvez seu jeitinho grosso de brincar. Caramba, já te disse como seu sorriso é lindo hoje? E como eu me arrepio ao ouvir sua voz nem que seja de longe...?
Suas implicâncias, vídeos e áudios no meio da noite (ou seria da manhã?). Ah o jeito como fica encabulado quando te olho, o sorriso meia lua ao perceber que estou te encarando...
Seu jeito de puxar o lençol durante a noite, ou de ser mal humorado de manhã. De me aguentar falando inglês e sobre eu aguentar seus grunhidos noturnos. Já disse que fico tão alegre sobre o jeito que a gente se encaixa?
E as músicas? Ah as musicas que me lembram a você...
Amo o jeito que você tem de que, apesar de todos meus esforços pra disfarçar, você percebe o mínimo de tristeza. Você é esplêndido. Com esse seu jeitinho de me descobrir... nunca quero perder isso contigo.
Adoro me descobrir em você, adoro ter essa companhia pra beber. Gosto do jeito que você cuida de mim do mínimo ao máximo. Em como você aceitou se aventurar nessa vidinha louca minha.
Adoro quando você aparece no meio da madrugada com saudade. Ou quando eu faço o mesmo.
Você ser a primeira pessoa que eu vejo pela manhã é simplesmente minha felicidade. Ah, que saudade.
Já disse como amei seu jeitinho de se aproximar? Seu jeito de acabar com a minha guarda emocional e de me dar mais uma chance pra viver na vulnerabilidade, mas sem medo. Acabaram os medos bobos.
Tudo isso começou naquele chat no dia 13. Mas aquele dia 3... mão na cintura seguida de um sorriso e um encontro de almas. Um olhar.
É... já fazem dois meses desde que decidi me entregar. E nesse tempinho eu descobrir o amar...
quarta-feira, 29 de março de 2017
você vai ser o meu próximo erro
sexta-feira, 17 de março de 2017
Never been.
Mantenho assuntos variados, mas nada que vá muito profundamente em como me sinto, sempre com domínio verbal, mudo de palavras sem que a pessoa perceba e essa foi minha zona de conforto de sempre.
Quando eu tinha algo que me sentia muito nervosa por sentir, algo que mexesse muito comigo, eu jogava na escrita e extravasava na arte. São meus poemas, prosas e desenhos... Quase sempre bucólicos, mas se uma pessoa tem boa interpretação conseguiria ler minha alma só de ver um verso.
Eu sou assim, é meu jeito. Quando eu sinto, sinto muito, me isolo em meu mundinho até conseguir controlar tudo e não transparecer nada. Não tem motivo específico, só sou assim, desde pequena.
Gosto de ouvir os outros, ler as histórias deles e quando surgir um problema, estar disposta a ajudar, estar ali por eles. Sempre tive uma empatia emocional muito forte. Sempre tive uma vontade de inspirar as pessoas a se sentirem bem. Mesmo que raramente as pessoas fizessem isso comigo. É raro encontrar alguém que queira te ver sorrir mesmo não sendo próxima de ti. É raro a ponto de eu estranhar e hostilizar.
Sempre que falo algo, gera-se um conflito interno entre meu ego e meu emocional. Os dois ficam brigando e discutindo entre si e, normalmente, meu ego ganha me dizendo quão burra sou. E eu concordo. Não pela reação das pessoas, mas por ter falado. Acho que eu não preciso falar, pois demonstro em pequenas sutilezas. Mas também são raras as pessoas que me conhecem a ponto de entender indiretas, insinuações e sutilezas. I didn't regret, just thought better of it and found out it was too early even though I was feeling like i was going to explode if i haven't told ya.Have I told ya that when i listen to Imbranato, I think of ya?
Enfim, esse foi um pouquinho de mim. Sou assim.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
1,2,3,4
Read it listening to "Plain White T's - 1,2,3,4"
Drank a couple of glasses and then told a bunch of secrets u would never imagine
You smile and understood, u were in the same wave and accepted to drown yourself with me. That totally made me and unarmed heart. Me, the person that built a wall a long ago. Now I have fear, feel sick, feel joy...
Can't find a luv song that doesn't remind me of u. Trust and lust. How can I possibly be like this? I do not believe in myself and my sensations. A little smile of u shines my day as it was the brightest sky. The Friday.
How would you feel... lol I think I completely gave myself and trusted in my leap of faith. Not ashamed anymore to tell u 'bout my eyes. About how much I like to touch ur skin and move ur hair. How much I like your hug. Or hugs.
4u. It's happening. I've been like this before and I thought it was more and broke myself. But I am not afraid. I am happy, you make me feel joy whether u know it or not. I allowed myself and stopped fighting against... all. I liked when u said u r in the same way. U r almost like me. That is good, u understand all I say in less than a sound, just by my eyes... lets see.
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Comfy weirdness
Desculpe o sumiço, pequeno refúgio, meus dias tem ficado cada vez mais curtos com tantas loucuras e aventuras. Felizmente, tirei esse tempinho pra falar... dele.
É a sensação que mais me traz alegria, a sensação por trás das famosas frases "vamos?vamos!", é a sensação de entrega ao acaso. É o leap of faith.
Me permiti, me permiti a descoberta em outra pessoa, é raro, mas ultimamente tenho encontrado amigos que vão comigo até em roubadas e ombros que me escutam por mais longa que seja a noite.
Me permiti voltar a ser uma jovem de borboletas no estômago, uma jovem que acredita e que sonha. Te descobri.
Por mais efêmero que seja esta combustão, a chama pode ser aproveitada, tanto quanto os prazeres da vida.
Me entreguei, depois os cacos... Sobre isso a gente deixa no talvez, libriana.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Bianca, os Lunares
-Bianca, o radar ta apitando demais ultimamente, acho que estamos em período de 'equinócio". - Um rapaz loiro entrou em sua sala desesperado, ela estava tão distraída em seus pensamentos que praticamente esqueceu que estava em seu ambiente de trabalho. Ela controlava o registro de Lunares em Olimpus, consequentemente por este ser o centro, supervisionava as outras duas rochas também. O registro era o que permitia que Lunares permanecessem em sociedade, uma vez despertados, eles se tornavam muito forte e um perigo.
-Estou indo para a sala de radares, obrigada por informar, soldado. - levantou de sua mesa e fechou o livro que estava fingindo ler, livro que continha uma foto bem curiosa de um bebê. Seguiu firme por aqueles corredores cinzas até a sala.
A sala de radares era pequena, quatro soldados ficavam na monitoração que apitava bastante quando os lunares estravam em período de equinócio. O equinócio era o momento que um grande grupo de lunares estava atingindo maturidade de poderes e estava despertando para se transformar, mudando sua aparência física, estes tinham grande potencial de serem caçados e eram um problema social, pois podiam destruir uma cidade do dia para a noite sem que ninguém notasse.
Os Lunares foram fundamentais para o desenvolvimento do novo Ciclo, eles criaram tudo de novo e ajudaram a sociedade se recompor da tragédia. Reza a lenda que uma shaman muito triste com o fim de seu mundo (uma rocha azul e verde chamada Terra) orou para a Lua pedindo ajuda e esta a abençoou com os lunares, cada um filho de uma Lua: Lune, Bael ou Milan.
-O equinócio está acontecendo em Palas, exato? Não teremos problemas, passe estes dados para o Comandante Eichorist. - Palas era o local mais fácil de se encontrar lunares, era a central do poder bélico e bruto do Novo Ciclo, quando havia um equinócio, se ocorresse resistência de registro, era um banho de sangue. -Vou cuidar das crianças e já volto. - as crianças eram uma invenção nova, os filhos do Sol. Eles viviam confinados e tinham sido instruídos para caçar lunares desde o nascimento.
Quando mais nova, Bianca viu isso acontecer perto de sua casa, em Palas. Ela viu cada lunar ser caçado por não querer o registro - este que permitia que o governo localizasse você e "pedisse sutilmente" uma ajuda quando necessário, mas na maioria das vezes... eles eram mortos durante o dia mesmo com o registro. Ela decidiu engajar sua carreira no CECLO, durante um equinócio, ela estava em casa e de repente, seu cabelo ficou branco e seus olhos azuis, ela sentiu uma força sem limites e descobriu ser uma filha de Bael. Depois de sua descoberta, ela pediu ajuda de uma shaman para esconder sua identidade e afastá-la de sua família. A shaman inseriu memórias novas na mente de seu marido, implantando uma de sua falsa morte. Bianca achou egoísta demais arriscar a vida de seu marido por seus poderes... Mas acima de tudo, ela só pensava em sua filha, Lonny que foi deixada em Olimpus com o marido.
Mas mal sabia Bianca, que Lonny tinha herdado seu gene e nascido como uma filha de Bael, sendo treinada em Palas pela Academia Militar e que este equinócio incluía seu despertar.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Já fui Clarice
Já escrevi uma gama de poemas dedicadas a uma pessoa só, como uma monomania e ensinei vários vocábulos loucos ao meu parceiro de alguns anos atrás.
Já recebi cartas que não queria receber, PUBLICAMENTE.
Já tive gente se intrometendo em minha vida amorosa -enquanto essa desmoronava-, dizendo não suportar que a ideia de casal perfeito se separasse bem diante de seus olhos. Já tive gente fofocando sobre meu término e apontando dedos porque meu ex dizia sentir saudade de mim sem expôr o acontecimento por completo.
Já acordei em uma semana qualquer me sentindo uma estranha em minha zona de conforto devido a uma súplica de nostalgia de um ex meu, devido a uma intromissão invasiva em minha vida. DESNECESSARIAMENTE.
Já fui quase apedrejada porque os que queriam opinar no meu término, só aceitavam um lado da história e achavam que de alguma forma eu tinha que me representar como uma promotora e vender a minha.
Minha vida.
Foi bonito enquanto durou. Foi bonito enquanto eu me sentia bem de estar ali. Mas acabou. E é horrível quando os outros tentam "ajudar" por acharem que não podem de maneira alguma ver a ideia de amor deles se desfazer.
Tenho meus momentos de nostalgias, de escrever textos, poesias, prosas... Talvez uma carta, mas nunca me submeteria a uma aparição pública desse jeito -atrevo a dizer que foi uma saudade exposta sem necessidade, embora de boa intenção.
Não seria mais bonito ligar ao meio da noite e dizer tudo isso?
Escrever uma carta e agonizar enquanto ela não chegasse?
Não seria mais bonito pegar o papel com suas escritas em mão e proclamar sua saudade a ela, somente a ela?
Não seria bonito deixar esvair o que não faz mais bem e devanear nessas memórias sem passar uma ideia errada de amor aos outros?
E povo, público, plateia. Amor é sim arte, mas não uma que te permite palpitar sobre os sentimentos do protagonistas. Sobre a vida deles. Não é um leilão de histórias.
Sobre: Coluna de Gregório
Opinião: Uma remexida em sentimentos nostálgicos do autor de uma maneira totalmente pública e simples, talvez até romântica. Porém muito invasiva para Clarice, suponho eu. Texto simples e romântizado que mostra o que é relembrar um relacionamento e publicar sobre ele para que todo o território nacional veja.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Liberteira
Eu sofro um pouco com a síndrome de liberteira (neologia que criei para explicar a falta de apego que sinto). Sou chamada de tudo, até de egoísta, mas não compreendo como as pessoas complicam coisas simples e se importam com coisas estranhas.
Me sinto de lugar nenhum, para começar. Sou do sul do Brasil, me mudei para o sudeste, mas sempre escuto que "sou reservada demais pra ser daqui e simpática demais pra ser de lá", logo natural de lugar nenhum. Sem apego por cidade natal ou casas, afinal em meu curto período de vida me mudei bastante.
Não mantenho relacionamentos por um longo tempo, me esgoto, ouso dizer que sinto até um leve desinteresse. Não gosto de mesmice. Não gosto de muitos abraços, mas aprecio a ideia do romântico.
Eu sofro por dizer que quero abdicar essa obrigação de ser mãe, não é um desejo atual da Jude dessa idade e essa é uma das coisas que duvido que mude. Sofro por querer viajar muito e passar o dia fora de casa ou de tratar minha cachorra que nem um "bebê humano".
Sinto desinteresse por pessoas comuns.
Quando criança, acho que até preservei por alguns anos um complexo de superioridade. Não me apeguei a outros, são raras as pessoas que ficam por mais de um ano nessa vida dinâmica.
Mas essa síndrome que citei, ela me impede de desgostar desse estilo de vida. É uma coisa ruim ser liberteira e querer viver de um jeito diferente? É errado querer ficar sem dormir e sorrir ao invés de ficar atrás de uma mesa pra ter uma vida "segura"? O que é segurança? O que é vida? E viver?
Sofro por ter desapego. Tenho medo de não cativar pessoas. Medo de ser só, mas cultuo o individualismo. Você sofre da síndrome de liberteira também?
Obs: descobri um blog bem legal esses dias, o lilahime, fica ai a indicação ;)
terça-feira, 12 de julho de 2016
Oscilação
Eu nunca soube muito bem quem eu era ou meu propósito, sempre tive a mania de gastar saliva dizendo que estava me construindo longo dos anos com as coisas que acontecem em minha pacata vida aos poucos.
Não sou uma pessoa cheia de amores, que gosta de fazer juras, mas me acho carente até certo ponto. Sei que gosto de sorrir, de sair da rotina e viver o meu dia a dia como se eu fosse morrer amanhã, se eu morrer, morro feliz.
Gosto de fazer coisas improváveis e não tenho medo de seguir meus princípios. Eu me importo pouco, mas quando me importo com alguém, é pura proteção.
Eu sinto as vezes um vazio, vazio de coisas belas. Uma vontade incansável de fazer uma grande mudança no mundo, mas tudo o que tenho a oferecer é minha modesta arte em prosa.
Eu oscilo entre ir e não ir, entre bem e mal... entre amor verdadeiro ou real. Eu ainda não sei o que eu quero.
"Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto".
segunda-feira, 4 de julho de 2016
sunny day monday
Eu sempre tive dificuldade de lembrar meus sonhos. Principalmente, aqueles que pareciam mais reais. Se eu não acordasse e escrevesse correndo em um caderno perto da minha cama, logo tudo desapareceria. Não foi assim com o sonho que tive em uma segunda qualquer.
Tudo ainda parece bem familiar, embora eu tenha certeza que foi tudo um sonho, pois ora, como poderia um dos meus maiores desejos na vida se realizar de um jeito tão fascinante, aleatório e... real? Eu ainda lembro cada ato, cada fato, cada tato, olfato...
Eu perdi a noção. Não sei há quanto tempo guardo esse sonho secreto sobre o segredo. Mas, uma pergunta, o que foi aquele sonho? Devo deixar ser apenas um devaneio diário ou insistir em torná-lo real?
Foi em uma segunda-feira. Eu acordei feliz, tive uma das noites mais felizes da vida. Tive sorrisos sinceros e alegres arrancados espontaneamente depois de anos... foi em uma segunda-feira, eu acordei com o raio de sol batendo no rosto, fiquei furiosa por ele me acordar daquele sonho, mas eu olhei pro lado e sorri.
Fiquei tão hiperativamente feliz que acordei cedo. Comi a pizza do dia anterior e respirei fundo... logo, em uma tentativa fracassada, me deitei novamente esperando retornar ao meu maravilhoso sonho. Fechei os olhos e aproveitei cada toque, cada respiração, construí meu mundindo. Até que, ao abrir os olhos, percebi que, na verdade, minha alegria poderia estar naquele sonho... Mas minha felicidade estar em realizar esse sonho, aqui, no plano real... Eu achei a felicidade em uma manhã de segunda-feira.







